O FILME

- O filme é narrado através das imagens captadas diretamente pela câmera Super 8 de Leo e seu avô nos anos 90.

- Avós foi rodado em Super-8, durante cinco dias, em quatro locações diferentes, como projeto de conclusão do curso de cinema da FAAP. Teve orçamento de aproximadamente 6 mil reais, apenas para a produção, já que a maior parte de equipe trabalhou de maneira voluntária. A finalização em HD foi realizada nos EUA e somou mais 6 mil reais ao valor final, que foram captados após a seleção para o Festival de Berlim.

- O único ator de origem judaica é o jovem Sidney Szaja Barmak, escolhido entre os alunos do Colégio Hebraico Brasileiro Renascença, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Todos os figurantes também pertencem à mesma escola.

- Antes das filmagens, o roteiro de Avós teve uma leitura dramática realizada pelo grupo de teatro “Idade de Ouro”, composta por sócios do clube judaico Hebraica, em São Paulo. As senhoras do grupo ficaram muito ofendidas com a história: “Nós não somos como está no roteiro”, reclamaram.

* O filme não foi escrito como uma comédia, apesar do humor sutil. No entanto, em todas as exibições no Brasil, o público riu muito. A mesma reação ocorreu na maioria dos lugares no mundo onde o filme foi visto.

* No Festival de Berlin 2010, o filme foi exibido para crianças de 10 a 14, o que foi muito estranho. Tanto é que nem um outro festival de crianças do mundo seleccionou ele. No entanto, em São Petersburgo Film Festival e no festival de curtas de São Paulo o filme foi colocado como curta-metragem experimental. Mesmo assim foi entre os 10 mais votados do publico em São Paulo. Em Chicago International Film Festival, o filme ganhou a Placa de Ouro para Melhor filme de ficção e em Cariri, no interior do Ceara, o filme ganhou o prêmio do publico…

- Avós foi baseado na infância do diretor, que morava em Israel e visitava anualmente os avós no Uruguai. A mãe de Michael, que costuma gostar dos trabalhos do filho, não gostou do retrato realizado pelo mesmo. “Minha mãe não era assim não”, criticou.

- A avó paterna do diretor morreu em 2007, aos 98 anos. Quando jovem, ela estudou letras na Universidade de Berlim, mas teve que deixar o país, em 1937, em razão do Regime Nazista. Ela nunca voltou a morar na Alemanha, mesmo tendo saudades. “Não se volta ao lugar de onde se foi expulso”, ela explicava. Para Michael, a estréia do filme no Festival de Berlim tem grande importância simbólica: “É um círculo que se fecha, é como se minhas avós voltassem a Berlim”, comenta. Os avós maternos, nascidos na Hungria, não conseguiram fugir antes da guerra. Eles são sobreviventes dos campos de concentração.

 

 

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